“A ocupação de espaço, já não pelas barricadas voltadas contra a ordem estabelecida, mas sim pela própria ordem estabelecida que se imagina organizadora de uma outra revolução cultural, por meio das tecnologias mais avançadas: eminentemente política, essa ocupação do espaço é também sinal da transferência do controle do poder do Estado para as empresas privadas. Privatização do controle enquanto garante da ilusão de segurança.”
Ora, o ensaio é escrito, tendo como ponto de partida, a problematização do não-lugar e sua subsequente ocupação por “propaganda” publicitária, através de um exemplo concreto que é o grande painel da Optimus colocado na Av. da índia (que, de momento, não me recordo se ainda lá estará).
Retomando a citação acima e sem mais alongas, vou ainda buscar outra citação, de um outro autor/jornalista/crítico, no jornal Público que, na sua análise crítica do Festival Vodafone MexeFest, diz assim: “No resto, foi uma noite daquelas, com bons concertos, gente a deambular pela avenida com correcção, um ambiente global de festa lúdica como é raro encontrar em Portugal e descoberta de novos espaços da cidade”. Bem, embiquei no “gente a deambular pela avenida com correcção”. Estará isto relacionado com o tal “garante da ilusão de segurança”?! Paranóia minha ou o que quer que seja…é sempre curioso.